Amo-te até
amor te.
O amor talha
a mortalha.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Sin gracias a la muerte, que ha llegado pronto
Hay algo que no se entiende.
Cuando anunciaron a
las tantas de la noche:
" Homenagem a Mercedes Sosa, que morreu hoje em Buenos Aires"
quería ser extranjera en mi lengua nativa.
Hay cosas que no deberían morirse.
Hay cosas que seguro no mueren.
“Está señora, la Negra,
¿quién ha permitido que se fuera tan pronto?”
Preguntámos sin norte al norte de donde vino.
La visitante incomóda
que recibiremos, todos, un día…
la encontró.
Porque todo cambia, por eso se habrá ido la encantante.
Para que las cenizas se vuelvan flores y depués semillas
y otra vez flores.
Pero en un rato,
se pone uno fuerte,
si se le permite que en el recuerdo
suene la voz que mismo en silencio
no se callará.
"Dejále que duerma"
como Alfonsina.
Seguiremos escuchándola,
en el corazón libre,
en el inconsciente colectivo.
Pues que no se calle lo que nos (en)cantó:
Libertad, justicia y su amor de cordillera.
Cuando anunciaron a
las tantas de la noche:
" Homenagem a Mercedes Sosa, que morreu hoje em Buenos Aires"
quería ser extranjera en mi lengua nativa.
Hay cosas que no deberían morirse.
Hay cosas que seguro no mueren.
“Está señora, la Negra,
¿quién ha permitido que se fuera tan pronto?”
Preguntámos sin norte al norte de donde vino.
La visitante incomóda
que recibiremos, todos, un día…
la encontró.
Porque todo cambia, por eso se habrá ido la encantante.
Para que las cenizas se vuelvan flores y depués semillas
y otra vez flores.
Pero en un rato,
se pone uno fuerte,
si se le permite que en el recuerdo
suene la voz que mismo en silencio
no se callará.
"Dejále que duerma"
como Alfonsina.
Seguiremos escuchándola,
en el corazón libre,
en el inconsciente colectivo.
Pues que no se calle lo que nos (en)cantó:
Libertad, justicia y su amor de cordillera.
domingo, 2 de agosto de 2009
Ire anyone
You see her head on the ground,
wrapped with the so-called scarf.
You see her eyes wide open,
wide lost, wide scared.
You see the hands of others over her heart.
Hands hiding something that went wrong,
so wrong.
But there´s no way to hide
this sort of mistake,
there´s nothing able to cover
this hole in her existence.
The blood, as the flag stripe,
choose a strange new way.
It´s coming out her lips
it´s out of her veins.
A weird make-up has been drawn around so beautiful cheeks.
The screams surrounding are in a foreign language,
but actually all idioms turn into the same,
when an innocent life it what is claimed.
a voice to Neda
You see her head on the ground,
wrapped with the so-called scarf.
You see her eyes wide open,
wide lost, wide scared.
You see the hands of others over her heart.
Hands hiding something that went wrong,
so wrong.
But there´s no way to hide
this sort of mistake,
there´s nothing able to cover
this hole in her existence.
The blood, as the flag stripe,
choose a strange new way.
It´s coming out her lips
it´s out of her veins.
A weird make-up has been drawn around so beautiful cheeks.
The screams surrounding are in a foreign language,
but actually all idioms turn into the same,
when an innocent life it what is claimed.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Uma torre de mar. Um oceano de tijolos à vista. A casa no vigésimo andar.Uma piscina de ar comprimido. E também todo essa mobília de crochê, trouxe comigo pra nunca mais.
Vim trilhando com migalhas de medo, um caminhozinho João-e-maria até essa porta que se abriu e me engoliu mais depressa que meu titubear.
Uma caixa de sapatos de água, um punhado de vestidos de terra e alguns de ar. Além, é claro, de um casaco de gente, pesado e quentinho, e dois travesseiros: um de suspiro e outro de gemido.
Vim, e veio comigo o invisível. Vim, e me acompanhaste. Isso que desconheço, que desconhecemos mas já está antes de estar. E agora, além do vaso de mãos plantadas, também me faz companhia.
Vim trilhando com migalhas de medo, um caminhozinho João-e-maria até essa porta que se abriu e me engoliu mais depressa que meu titubear.
Uma caixa de sapatos de água, um punhado de vestidos de terra e alguns de ar. Além, é claro, de um casaco de gente, pesado e quentinho, e dois travesseiros: um de suspiro e outro de gemido.
Vim, e veio comigo o invisível. Vim, e me acompanhaste. Isso que desconheço, que desconhecemos mas já está antes de estar. E agora, além do vaso de mãos plantadas, também me faz companhia.
Agora há esse trem de hora em hora
Que circula a cama encaixada na janela de quina
E me recorda que a vida está, como seu apito,
Escandalosamente acontecendo a todo o ínfimo piscar
De sonhos.
Escancarada como a janela por onde vento, barulho e luar
Invadem dessonos e penetrações noturnas.
Um trem, não de viagem incerta, mas de carga.
Esse comboio de cotidiano -
Arroz-feijã-arroz-feijão-arroz-feijão –
O que carregará?
Atropelando a possibilidade precária
De descarrilar os dias envagonados
em nosso amorável trilho.
Que circula a cama encaixada na janela de quina
E me recorda que a vida está, como seu apito,
Escandalosamente acontecendo a todo o ínfimo piscar
De sonhos.
Escancarada como a janela por onde vento, barulho e luar
Invadem dessonos e penetrações noturnas.
Um trem, não de viagem incerta, mas de carga.
Esse comboio de cotidiano -
Arroz-feijã-arroz-feijão-arroz-feijão –
O que carregará?
Atropelando a possibilidade precária
De descarrilar os dias envagonados
em nosso amorável trilho.
sábado, 11 de abril de 2009
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